Destino Mercosul

VIAGEM PARA MACHU PICCHU – PERU (2012)
(Março/2012 - Passando pela Transoceânica – Assis Brasil/Acre)

Como relatamos na nossa última Nota de Viagem Brasil-Peru, realizada em abril de 2009, tivemos agora a oportunidade de viajar até Cusco. Como comentamos na primeira viagem, agora cientes de que a estrada já estava terminada, partimos de Uberlândia MG em direção a Cuiabá MT (1050 km) e daí para Porto Velho RO, mais 1470 km. Como já é do conhecimento geral, em Porto Velho RO estão construindo (já em fase final) duas usinas hidroelétricas com potencial de geração da ordem de 3200 MW (Santo Antonio) e a Usina de Jirau perto 2200 MW, tornando a cidade mais dinâmica. Na sequência seguimos para Rio Branco AC, a 510 km de Porto Velho RO. Daí para Assis Brasil AC mais 340 km, com as estradas relativamente boas, mas já com alguns desgastes/remendos em relação à primeira viagem em 2009. Em Assis Brasil atravessamos a Ponte da Integração Brasil-Peru e seguimos pela Estrada do Pacífico até Porto Maldonado (220 km), onde atravessamos o Rio “Madre de Dieus" por uma belíssima ponte metálica. Deste ponto, são cerca de 530 km até a cidade de Cusco. A estrada é excelente, nova e muito bem sinalizada, na Amazônia Peruana, com altitudes  de 250 m indo até 4725 m. De Porto Maldonado até Quinsemil (povoado), tem se uma estrada montanhosa no meio da mata, típica das nossas serras de litoral. A partir daí (cerca de 2000m de altitude) e por volta de 250 km de Cusco a serra é mesmo uma Cordilheira com curvas de 360° e com o ar ficando rarefeito. Nesta subida é necessário uma preparação tomando chá de coca, mastigando folhas de coca ou mesmo tomando o comprimido de nome “Sorojchi Pills”. Nada que os sessentões não possam suportar com tranquilidade. Desta forma, atingimos a cidade de Urcos e logo a cidade de Cusco (mais 50 km). Cusco, o centro do mundo para a civilização Inca, tem características muito próprias. Nossas paradas foram sempre em portas de hotéis/pousadas, garagens/estacionamentos ou em postos de gasolina (Grifos). Seguindo, fomos para Ollantaytambo (mais 90 km), cidade próximo de Machu Picchu, onde paramos em uma garagem perto da estação de trem. De Ollantaytambo à cidade Machu Picchu a viagem é de trem (cerca de duas horas) e de lá para o Parque Arqueológico mais 40 minutos de micro ônibus. Esta região está e uma altitude de 3400 a 3600m. Seguimos depois para a cidade de Pisaq para visitar a famosa feira de artesanatos/pratarias e depois pela rodovia Cusco-Puno, pelo chamado altiplano (altitude média de 3500 m) até Puno (390 km), no Lago Titicaca, com várias possibilidades turísticas, incluindo as ilhas flutuantes no lago. Deste ponto, é fácil ir a La Paz, passando por Copacabana já na Bolívia, viajando 280 km. Saindo de Puno, com direção a Juliaca (45 km), seguimos para Arequipa (mais 290 km), cidade com fortes traços da colonização Espanhola. De Arequipa ao litoral do Oceano Pacífico são mais 110 km. Muitas outras opções de visitas apareceram, mas estava na hora de voltar. Antes de terminar mais umas informações. A temperatura no altiplano peruano é fria para nós devido à altitude, mesmo nesta época do ano, ficando em torno de 5 a 10 °C à noite e de 20 a 25°C durante o dia com sol. O dinheiro peruano é o “Soles” com câmbio de 1.5 por Real. Na região que passamos, não aceitam o nosso Real, mas aceitam com facilidade o Dólar. Boa viagem para vocês, também. Henner/Elfrida

VIAGEM  BRASIL-PERU (2009)

(Passando por Rondônia-Acre)

Agora podemos ir ao Peru por asfalto, passando pelos estados de Rondônia e Acre. Em breve, poderemos chegar até a Cusco por esse caminho, uma vez que a estrada está em construção. A pedida é, saindo de Uberlândia em direção a Cuiabá, seguir até Mineiros-GO (540 km) e desviar cerca de 75 km para visitar o PARQUE NACIONAL DAS EMAS. Continuando para Cuiabá-MT (560 km) não deixar de andar mais 30 km para a visita à CHAPADA DOS GUIMARÃES. Seguindo de Cuiabá-MT  para Porto Velho-RO são mais uns 1450 km de estradas regulares a  boas, passando por Cáceres-MT, Vilhena-RO, Ji-Paraná-RO e outras  Em Porto Velho-RO tem-se a opção de descer o Rio Madeira (barcaças de ferro) até Manaus-AM e daí seguir até Roraima (Boa Vista) e, porque não até a Venezuela (tudo asfalto). Mas, para o Peru, deve seguir de Porto Velho-RO em direção ao estado do Acre, margeando o Rio Madeira e certamente a antiga estrada de ferro Madeira-Mamoré. Depois de andar cerca de uns 200 km de Porto Velho, antes de cruzar o Rio Madeira (de balsa), tem uma entrada para a cidade de Guajará-Mirim-RO (140 km), cidade emancipada em 1929, considerada a Pérola do Mamoré (50 mil hab.) e ponto inicial da histórica estrada de ferro MADEIRA-MAMORÉ. De volta à estrada principal, mais 300 km chega-se a Rio Branco-AC, cidade bem estruturada às margens do Rio Acre. Continuando agora a viagem em direção a Assis Brasil (340 Km), uma parada na cidade de Brasiléia-AC, que faz divisa com a Bolívia, pois é um bom lugar para compras, tipo Paraguai. Na cidade de  Assis Brasil tem início a Estrada do Pacífico que, após passar a “Puente de la Integración” estamos a 230 Km da cidade mais próxima no Peru, Porto Maldonado (ás margens do Rio Madre de Deus que junto com o Rio Beni que nasce na Bolívia vão formar o nosso Rio Madeira), local onde estivemos e com estradas asfaltadas e muito boas. Daí para frente, a próxima cidade grande é Cusco, distante de 480 km. Seguindo mais 1000 km podemos chegar ao Pacífico. Cusco é uma cidade alta, cerda de 3000m. O convênio Brasil-Peru pretende terminar esta estrada até final de 2010. É isso aí, turma que gosta de andar. Boa Viagem.

Henner e Elfrida